vestimos o sol
um dia acudimos a poeira
dos machimbombos
papagaios famintos de ar
lucido ar do lusco-fusco da pradaria
que alimenta
sentido sem sentido
dum malandro sentinela de sonhos, aguados
beira de navios aqui naufragados
negados coloridos sons da chuva
exibicoes em notas eximias, guelras poeris
contam estorias
sonhos de um dia
E quase certo a minha função no mundo dos vivos e mortos, chamo o momento para me dedicar a mim mesmo, um des encanto do que vejo. Feliz ou infelizmente não me curvo a um mundo sem matiz. Procurarei aqui e alem a todo custo fazer um e outro comentário que provoque a mim e em quem quiser uma justeza que se concentra apenas em forma de palavra, para a felicidade e infelicidade de muitos.
quinta-feira, dezembro 15, 2011
quarta-feira, dezembro 14, 2011
Remendos
Coleciona-se o sol
E seus antecessores
Pedestre dum plagio
Que se demore um bairro
De palha
Tecendo fogareiros
Como infortúnio
De pouco a pouco
Aguaceiros
Rasgando
Azedos dizeres
Vindo de lugar longe
Fútil de uma espinha
O pranto demorou-se
E voltou
A germinar
Um nosso sorriso-
Poema seleccionado para o concurso Prémio Poetize no Brasil 2011
Relógio
Tempo que veste-se de nada
Largas opiniões dos refúgios
A nota musical minguando as tribos do sol
Hora
Palpitando o oxigénio do mofo que
Enegrece um quarto sem parto
Antropofagia de quem manda na manada
Resgate dos quem nunca
Apadrinharam caustico rapto dos ponteiros
A pressa do mar atravessando os pés do Zambeze
Beleza do tempo nem tanto, venceu o minuto
Fugiu tudo do olhar supremo
Miam latejantes olhares púdicos
Em abraços nos chapas 100
Que nunca contam
Hoje não tempo para nada, tudo é um corre corre-
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