quinta-feira, dezembro 15, 2011

Um dia

vestimos o sol
um dia acudimos a poeira

dos machimbombos
papagaios famintos de ar
lucido ar do lusco-fusco da pradaria
que alimenta
sentido sem sentido
dum malandro sentinela de sonhos, aguados

beira de navios aqui naufragados
negados coloridos sons da chuva
exibicoes em notas eximias, guelras poeris
contam estorias
sonhos de um dia

quarta-feira, dezembro 14, 2011

Remendos



Coleciona-se o sol
E seus antecessores
Pedestre dum plagio
Que se demore um bairro
De palha
Tecendo fogareiros
Como infortúnio
De pouco a pouco
Aguaceiros
Rasgando
Azedos dizeres
Vindo de lugar longe
Fútil de uma espinha
O pranto demorou-se
E voltou
A germinar
Um nosso sorriso-

Poema seleccionado para o concurso Prémio Poetize no Brasil 2011

Relógio


Tempo que veste-se de nada
Largas opiniões dos refúgios
A nota musical minguando as tribos do sol
Hora
Palpitando o oxigénio do mofo que
Enegrece um quarto sem parto

Antropofagia de quem manda na manada
Resgate dos quem nunca
Apadrinharam caustico rapto dos ponteiros

A pressa do mar atravessando os pés do Zambeze
Beleza do tempo nem tanto, venceu o minuto
Fugiu tudo do olhar supremo
Miam latejantes olhares púdicos
Em abraços nos chapas 100
Que nunca contam

Hoje não tempo para nada, tudo é um corre corre-